Selic ou CDI: entenda a diferença entre eles neste artigo!

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A educação financeira é a chave do sucesso na hora de investir. É por meio dela que você fica conhecendo os melhores ativos e os tipos de taxas que incidem sobre eles e aprende como potencializar os seus ganhos.

Uma questão bastante comum nesse meio é relativo à interferência da Selic ou CDI sobre os ativos. Já ouviu falar sobre as duas? Sabe como elas interferem nos seus ganhos e como atuam sobre os investimentos da renda fixa? Confira as respostas neste artigo!

As características da taxa Selic

Em dezembro de 2019, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou a redução da chamada taxa Selic para 4,5%. Esta é a 16ª vez que isso acontece desde o pico atingido pela taxa entre julho de 2015 e outubro de 2016, que permitiu a alta rentabilidade dos ativos de renda fixa. Essa ação tem mostrado a importância da diversificação de investimentos.

Mas, afinal, o que é a Selic e quais as características principais que a tornam tão relevante no mercado de ações? A sigla é abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia e corresponde à taxa básica de juros da economia no Brasil, sendo usada pelo mercado para financiar operações com duração diária, que por sua vez são lastreadas em títulos públicos federais.

Para saber como funciona a taxa Selic, precisamos, antes, entender a sua origem. Quando o governo precisa de financiamento para fazer obras, construir estradas, hospitais e escolas e investir em segurança ou educação, entre outros, deve arrecadar dinheiro, o que acontece por meio do Tesouro Nacional. A secretaria responsável pelo tesouro emitirá os títulos públicos, captando o dinheiro para que a administração pública faça a antecipação das receitas de impostos.

Uma boa parte dos ativos é adquirida pelos bancos. Segundo a legislação, obrigatoriamente, eles precisam direcionar um percentual de seus depósitos para uma conta do Banco Central.

Por ter um volume operacional enorme, o BC estabelece que todas essas instituições financeiras precisam terminar o dia com o caixa em equilíbrio, controlando a inflação e evitando dinheiro em excesso em circulação. É aí que algumas instituições fazem empréstimos entre si, com uma taxa de juros e emissão de títulos de curtíssimo prazo,; assim, é feita uma média desse valor, o que faz com que a taxa Selic surja.

A definição de CDI

A sigla CDI é usada para Certificado de Depósito Interbancário, sendo um título que é emitido por bancos para que eles realizem operações de empréstimo entre si em curtíssimo prazo, seguindo uma regra do Banco Central. Recordando o que dissemos, as instituições bancárias devem fechar o dia com um saldo positivo. Logo, quando há muitos saques em detrimento de um menor número de depósitos, a diferença é tomada por outros bancos, para que tenha um superávit por meio do CDI.

O CDI ajuda o banco a cumprir com todas as suas obrigações, protegendo seus correntistas, sem contar que o mercado bancário terá maior fluidez, visto que as instituições poderão se ajudar. É importante dizer que as operações que têm CDI, e são feitas à noite, ocorrem no Open Market, ficando restritas a instituições financeiras.

A taxa é definida diariamente, logo, a taxa DI é calculada pela Cetip, que é a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados, sendo inserida na página principal e atualizada da B3, Bolsa de Valores brasileira.

A relação da Selic ou CDI com os investimentos

Já sabemos que tanto a Selic quanto o CDI são taxas que incidem sobre transações financeiras, mas como isso de fato afeta os investimentos?

Selic

Qualquer mudança que ocorra na taxa básica de juros tem interferência direta nos investimentos. Vale lembrar que, em algumas ocasiões, isso tem influência direta, afinal, a taxa Selic serve de base para o cálculo da remuneração da aplicação em questão. É o caso dos títulos públicos do Tesouro Direto, como CDB, LCI e LCA.

A partir do momento em que esse percentual cai, a remuneração dos títulos também é reduzida, o que faz com que os investimentos rendam menos. Com a taxa básica de juros mais baixa, a ideia é estimular o consumo. Consequentemente, isso reflete no preço das ações de indústrias de bens de consumo, tais como farmacêutica, alimentícia e afins, que tendem a se valorizar com a queda da Selic, o que torna os investimentos nesse sentido mais atrativos.

CDI

Os investimentos de renda fixa costumam estar atrelados ao CDI, tornando-o uma taxa de juros para operações de curto prazo. Logo, quanto menor estiver a taxa, menor será a rentabilidade dos investimentos. Portanto, o recomendado é sempre negociar o rendimento das suas aplicações acima de 90% do CDI.

No entanto, é interessante ressaltar que, apesar de a rentabilidade sofrer uma queda, o rendimento de uma aplicação costuma aumentar de maneira proporcional ao valor aplicado e também ao prazo em que esse montante ficará depositado. Por isso, se uma pessoa decide investir R$ 10 mil, as taxas obtidas em CDI são melhores quando comparadas com investimentos conservadores, como é o caso da caderneta de poupança.

Diferenças

O principal diferencial que separa a Selic do CDI é que a primeira é utilizada pelo governo como remuneração para bancos que fazem empréstimos entre si por meio do Tesouro Nacional. Por sua vez, o CDI está ligado estreitamente a empréstimos de curto prazo entre as instituições bancárias feitos com recursos próprios, ou seja, não utilizam os títulos do Tesouro Nacional.

Apesar de apresentarem características distintas, as duas taxas têm uma atuação bem próxima quando o assunto é investimento que tem base taxas de juros. Os valores de ambas também estão alinhados e próximos.

Quando as duas taxas estão em queda, por exemplo, é mais proveitoso ao investidor de renda fixa apostar em títulos prefixados, que garantem a taxa atual aos investimentos, o que poderia ter a rentabilidade afetada por conta das quedas que a Selic e o CDI vêm sofrendo.

Para melhorar os investimentos, é interessante conhecer bem o mercado, como dissemos lá na introdução do artigo. A Selic ou o CDI são algumas das taxas mais importantes, visto que elas incidem sobre ativos da renda fixa e podem atingir especialmente aqueles investidores mais conservadores. Além de atentar a elas, é preciso lembrar sobre a diversificação de investimentos, essencial para subir a rentabilidade.

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