Aprenda mais sobre o aluguel de ações!

aluguel de ações

Imagine que você tenha comprado dois apartamentos como investimento. Em um deles, você vai morar, usufruir da sua compra; já o outro ainda está sem uma função específica.

Para não perder dinheiro, o ideal é que ele não fique parado, certo? Então, você o aluga. E por que estamos falando disso em um artigo sobre investimentos na bolsa de valores? Justamente, pois, neste segmento, existe o chamado aluguel de ações.

A seguir, você descobrirá como esse processo funciona na prática e os motivos para ser um tomador ou doador, levando em consideração seus objetivos com o investimento — como a independência financeira, os riscos dessa prática e o perfil do investidor para realizar tal tipo de ação.

Curioso para saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

O que é e como funciona o aluguel de ações?

O aluguel de ações é uma operação por meio da qual os investidores que possuem títulos os disponibilizam para empréstimos a investidores que, em contrapartida, precisam oferecer um aporte para garantir tal valor.

Basicamente, isso acontece com as pessoas que fazem investimentos em longo prazo e, enquanto a estratégia não se concretiza, buscam no aluguel de ações uma maneira de obter uma rentabilidade. Logo, se tiver sob o seu poder, você decidirá o valor que deseja pelo aluguel e também o período pelo qual o ativo ficará alugado.

É importante ter em mente que o montante cobrado não pode ser tão alto; afinal, existe o risco de que a ação não seja alugada, fazendo com que o ativo fique parado. O funcionamento consiste na transferência de títulos do locador (investidor doador) para satisfazer as necessidades do locatário (investidor tomador).

Por que ser tomador ou doador?

Existem duas partes importantes no processo de aluguel de ações, como já destacamos, mas é importante definir exatamente o papel do tomador e do doador, bem como a forma como se relacionam.

O tomador é a pessoa que toma o empréstimo, enquanto o doador é o investidor que tem posse dos papéis. O acordo entre as partes deve ter como princípio a legalidade, firmando, para isso, uma remuneração, garantia e também prazos.

Para o doador, as vantagens de apostar nesse aluguel incluem o recebimento de remuneração, autonomia para estabelecer os prazos de vencimento, a rentabilidade com o aluguel de acordo com a carteira de ações, bem como o reembolso seguindo os juros de mercado. Toda a operação é garantida pela lei e protegida pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Já o tomador poderá executar algumas ações, como a utilização dos papéis alugados como margem de garantia, a fim de operar no mercado futuro, ter a cobertura no lançamento de opções de compra, comercializar os papéis no mercado à vista e fazer a utilização de ativos na liquidação de operações feita no mercado à vista.

Durante o período de vigência do aluguel, o tomador, mesmo que não tenha vendido à vista as ações do aluguel, passa a ter direito de participação em assembleias e ao voto. No que diz respeito ao registro, as ações são de titularidade do tomador até o final do processo. Ou seja, há uma transferência temporária de propriedade.

Quais são os riscos dessa prática?

O aluguel de ações, de maneira geral, é considerado uma operação segura, pois pode gerar rentabilidade, mas também existem riscos embutidos nessa prática, e é importante estar ciente deles.

A CBLC é o órgão que atua na regulamentação operacional, trazendo um elevado nível de segurança para o doador, mas o tomador tem um leque maior de riscos e precisa levar em consideração alguns aspectos, que serão destacados a seguir.

Variação

A ação flutua de preço, o que é algo comum no mercado. No entanto, isso pode ultrapassar a expectativa do tomador, gerando-lhe um prejuízo. Por isso, é importante que ele estude bem as suas possibilidades, a fim de fazer escolhas mais acertadas e obter a rentabilidade desejada.

Taxa de aluguel

Para poder alugar uma ação, é preciso pagar uma taxa de locação que gira em torno de 2% a 5% ao ano. Ou seja, a ação precisa ser rentável o suficiente para gerar um lucro que compense.

Liquidação financeira

A liquidação financeira acontece quando o tomador não consegue fazer a compra das ações de volta e precisa fazer o ressarcimento do doador. Logo, a etapa consiste em quitar o valor dos contratos em dinheiro.

Inclusive, há incidência de tributação sobre a liquidação. É cobrado Imposto de Renda, e a alíquota é repassada para o doador, sendo semelhante à taxa cobrada na renda fixa e incidindo sobre os aluguéis recebidos.

Qual o perfil do investidor para o aluguel de ações?

O perfil de investidor para o aluguel de ações se divide em dois: conservador e agressivo.

Ao colocar uma ação para alugar, você obtém uma renda extra independentemente do momento de queda. Para aqueles que não têm intenção de vender as ações o mais rápido possível, essa é uma estratégia que vale a pena e que respeita o conforto do investidor conservador.

Ademais, toda a remuneração vai para o proprietário daquela ação, não para aquele que a aluga. Ou seja, é um risco mínimo, afinal, o tomador precisará deixar um valor de caução que comprove a sua capacidade de quitar as ações ao final da operação.

Falando em tomador, o perfil mais indicado para esse papel é o agressivo, por se tratar de uma operação de risco. Afinal, ele aposta na queda de ações, operando vendido, tal como é o jargão do mercado. Seu lucro está justamente em apostar nessa desvalorização sofrida por um ativo.

Desde 1996, o aluguel de ações é uma realidade para quem investe na bolsa de valores. Anualmente, bilhões de reais são movimentados nesse tipo de operação, que tende a beneficiar tanto doadores quanto tomadores.

Portanto, para aproveitar as oportunidades, é preciso levar em consideração o seu perfil de investidor, como mostramos ao longo do artigo, sempre se lembrando dos riscos de uma operação e tomando as devidas precauções.

E então, o que achou deste artigo? Ainda tem dúvidas sobre o aluguel de ações ou deseja compartilhar as suas experiências conosco? Deixe o seu comentário!

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